sábado, 26 de julho de 2014

Capa Nem todos os amores se chama Henrique


Annabel Lee

Sinopse

O primeiro dia de aula não podia ser pior. Choveu, só pra me contrariar. Cheguei pingando na sala. Todo mundo riu. Gente desocupada. Se o quadro estivesse cheio de dever, ninguém perderia tempo olhando pra mim. Só um não olhou, só um não riu. E aí vocês me perguntam: “É o Henrique?” Não, o Henrique foi o primeiro a rir. O menino no canto da sala com expressão séria era o Pedro, o meu melhor amigo, apesar de que, naquele dia, ele ainda era só o Pedro.
– Atrasada, hem, mocinha!
– Pois é, professor, eu tive de vir nadando, ­desculpa...
A sala toda riu. Acho que eu era a única que não estava achando graça em muita coisa ali, nem ali, nem em lugar algum. Naquele dia bateu uma saudade da minha escolinha bobinha, onde fazia o maior calor do mundo.
Eu procurei um lugar pra sentar. Só havia uma cadeira na sala, ao lado do Pedro. Sentei.
– Qual o seu nome?
– Maria Alice, mas pode me chamar de Mah.
– Você é má?
– Todo mundo aqui tem esse senso de humor incrível na segunda de manhã?
– Com certeza, Má.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Capa do livro Licença para Matar

Trabalho feito na empresa Annabel Lee

Sinopse do livro

Durante o verão, há muitos anos, distante aproximadamente noventa milhas náuticas das costas brasileiras, um galeão português, sob o efeito de uma calmaria sem precedentes, aguardava bons ventos para completar a viagem com destino a São Vicente. Entre os passageiros, a grande maioria constituída por lusitanos, uma pequena família francesa havia embarcado na cidade do Porto para tentar a sorte na América do Sul. 
Durante muitos dias, devido à falta de brisas propulsoras, os quatro mastros de vante e as velas se tornaram ineficazes, e o barco permanecia inerte na imensidão do Oceano Atlântico. Enquanto isso, no navio, como era de praxe, logo cedo o imediato foi aos aposentos do capitão receber as ordens do dia. Depois de três toques, foi autorizado a entrar. 
O capitão momentaneamente largou os afazeres e parecia aborrecido por ter de repetir o que havia dito nos dias anteriores, em resposta à mesma pergunta. 
– Vamos esperar a vontade de Deus – disse resignado. Ainda sentado, levantou a cabeça e, olhando para o suboficial, inquiriu-lhe: 
– Quantos dias se passaram? Dezesseis? – Estava confuso.
– Dezessete, senhor – respondeu respeitosamente o subordinado.
– Dezessete dias sem uma única brisa. Estou começando a temer as consequências dessa prolongada inércia da mãe natureza.